A blogagem coletiva desde mês traz algumas informações sobre o acompanhamento médico dos nossos pequenos.
Vou falar um pouquinho de como é aqui na cidade onde moro (é bom lembrar que Laon é uma cidade pequena, com um pouco mais de 27 mil habitantes), e que poderá haver diferenças para quem mora nos grandes centros, especialmente na capital francesa.
A escolha do pediatra – A maternidade local dispõe de uma lista contendo os nomes e endereços dos pediatras disponiveis na cidade (algo tão impessoal quanto às paginas amarelas de uma lista telefônica). Uma boa opção seria pedir a indicação ao «médicin traitant», que é o médico clinico geral de família. Também não é raro que este mesmo «médicin traitant» cuide da saúde do bebê, o qual poderá fazer todo acompanhamento médico e aplicação das vacinas, direcionando e recomendando o pediatra (que é o profissional especializado) para casos pontuais.
A pediatra da Béatrice – Ela é a coordenadora do neonatal da maternidade e eu já havia ouvido falar dela ainda gravida. Ela acompanhou a Béatrice nos primeiros instantes apos o parto e, no começo, eu a achava muito fria e direta. Logo de cara tivemos um impasse e discordância em relação à amamentação e eu cheguei a pesquisar outro profissional. O gelo quebrou somente quando ela entendeu que eu gostaria muito de amamentar e partiu dela a indicação da sage-femme Mme. Corine, super especialista em aleitamento. As duas trabalharam em conjunto para que tudo desse certo e, dai para frente ela ganhou a minha confiança.
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As consultas e o carnet de Santé – A primeira consulta com o pediatra acontece 5 dias apos a saída da maternidade. São feitos os exames de praxe, tais como verificação de peso, crescimento, medição do perímetro craniano.
Salvo problemas excepcionais de saude, as consultas são mensais até o quarto mês. Depois são feitas as seguintes visitas obrigatórias:
Entre 2 e 4 meses ;
Entre 4 e 9 meses ;
Entre 9 e 16 meses ;
Entre 17 e 24 meses ;
Entre 25 e 36 meses ;
Exames entre 4 e 6 anos ;
Exames entre 6 e 8 anos ;
Os dados acima foram tirados do carnet de Santé (caderno de saude) da minha filha, que é um modelo padrão da região de L'Aisne e segue as diretrizes do Ministère de la Santé et des Solidarités. Este carnet tem status de documento (dos mais importantes, diga-se de passagem) pois é nele que serão anotadas todas as informações de saúde até a idade de 18 anos, tais como as vacinas que foram tomadas, internações, alergias, etc.
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E os custos com o pediatra? – O sistema médico é público. Então, partindo desta premissa, não há custos com as consultas com o pediatra. Porém, poderá haver desembolso para os casos de consulta de urgência ou quando não se enquadra nas visitas obrigatórias Para este caso, o valor despendido com a consulta é, em parte, reembolsada pela Mutuelle (funciona como plano de saúde).
Uma consulta de urgência ou fora do programado (exames obrigatórios) custa 28 euros. A Mutulle que temos reembolsa 22 euros e o dinheiro é depositado em conta-corrente em até 40 dias apos a consulta.
E a pergunta que não quer calar:
Até hoje a pediatra não receitou um vermífugo sequer. Expliquei que no Brasil as crianças, normalmente, recebem uma dose quando completam 1 ano de idade e tals. Pela cara de espanto que ela fez, ja deu para perceber que receitar vermífugo não é algo que se faz de praxe. Ela respondeu que não havia necessidade, a não ser que a Béatrice estivesse com coceira no bumbum, dor de barriga e problemas com o sono.
Mas sabe como é que é né? Mãe que é mãe, age por instinto, impulso ou excesso de precaução e, como sou tudo isso e mais um pouco, pedi e recebi algumas encomendas do Brasil e os vermífugos estão aqui, fechados ainda. Dou ou não dou? O meu instinto materno ainda não decidiu o que fazer com os frasquinhos.
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Quer saber como são as consultas com o Dr. Pediatra finlandês, húngaro, alemão ou canadense? Da uma espiada no Mães Internacionais para conferir as diferenças mundo afora.

8 comentários:
Oi Ana, agora essa história do vermífugo me deixou encafifada...
Beijokas queridas.
Oi Ana Paula
aqui na Austria o sistema é bem parecido, inclusive as visitas obrigatórias que constam no caderninho são as mesmas. E tb igual na questão dos vermifugos. Pedi para o pediatra receitar e ele se recusou. Disse que não há necessidade, mesmo qdo eu contei que temos um cão em casa. Mas mãe é mãe, né. Pedi para uma visita trazer do Brasil. Dei uma dose e não tive coragem de dar a segunda porque a Mariana teve nauseas.
Bom, o Joaquim e a trupe viajante ja estiveram por aqui. E vcs qdo vem?
bjs
Lu
EStou adorando conhecer como é o atendimento pediátrico pelo mundo. Que maravilha ter atendimento público de qualidade... Só pecam no quesito amamentação né, mas ainda bem que vc insistiu e foi firme.
Sobre vermífugo, acredita que Bento tomou pela primeira vez há pouco tempo, já com 2 anos? E olha que o pediatra dele é um senhor já, das antigas mesmo. Só receitou porque o pequeno estava com dor de barriga há dias e sono agitado. Pelo que tenho percebido essa prescrição tem ficado mais restrita mesmo...
bjo!
Sarah
http://maedobento.blogspot.com/
Quanto ao vermifugo acho q vc não deveria dar, espere o pediatra receitar.
Lu,
Viena esta nos nossos planos, com certeza!
Quanto ao vermifugo, eu so queria saber o porquê de não receitar... Seriam os médicos europeus menos precavidos??
Sarah,
Eu tomei como base as informações da minha mãe. Ela disse (e segundo a memoria que falha de vez em quanto) o meu pediatra receitou quando eu fiz um aninho. As minhas sobrinhas tb tomaram a primeira dose com essa idade.
Se não fosse a personalidade de bicho carpinteiro da Béatrice e do sono não ser la dos mais exemplares, eu ja teria motivos para ter dado o anti-vermes.
Pois é Grazi, ta aqui fechado... Não estou segura de dar a dose por dar... Tb acho mais prudente o pediatra diagnosticar e depois indicar o que devo ou não fazer.
Concordo com a Grazi, acho que o vermifugo nao precisa dar, os médicos daqui devem saber o que fazem, eu pelo menos confio! :-)Tem praticas no Brasil que nem sempre sao as melhores. Como o Luca nasceu na França, ele sempre foi ao médico aqui e também nunca tomou vermifugo! Eu nunca perguntei ao médico dele (que nao é o pediatra, mas o médecin traitant,como você explicou no post, muito bom, diga-se de passagem!) porque nem sabia que ainda se tomava no Brasil! :-) Interessante o post, como sempre!!
ana,
cheguei atrasada, mas não posso deixar de pitacar neste post: acho que as condições de saneamento básicas do brasil "pedem" este tipo de profilaxia.
a ped dos meninos é muito boa, super atualizada em questões OMS e de saúde pública brasileira. sim: ela prescreve "anita" sem nem fazer exame como uma medida de segurança, uma vez por ano, depois dos 12 meses...
se eu estivesse na frança, e o ped não receitasse, eu não daria! verminose é muito comum aqui, então é necessária esta profilaxia e se o governo aí não faz essa medida é porque é desnecessária mesmo, não deve ser um problema a ser prevenido, apenas tratado, quando ocorrer.
mas se nas visitas pelo brasil, ela tiver tomado banho de rio, andado descalça na terra suja, comido frutas e verduras sem lavar, aíííí, amiga, eu daria, sim!
beijoca
Mari,
Muito, muito, muito obrigada pelo comentario. POde ter certeza que me ajudou a entender um pouco mais sobre o porquê do pediatra estrangeiro não receitar o vermifugo. A sua informação também da uma luz para as demais mães com a mesma duvida.
Beijão!
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